As emoções ao ser nomeado para trabalhar na área de compras públicas

O que você sentiu? Medo, orgulho, surpresa?

Por Aline de Oliveira / Sollicita

A área de compras públicas envolve inúmeros processos, internos e externos, exigindo do agente público um nível alto de conhecimento teórico e prático. E as emoções ao ir trabalhar nessa área, tão importante para toda Administração Pública, são imensuráveis. Uns chegam nem sabendo o que esperar, outros têm medo e outros ainda enchem-se de orgulho.

Confira alguns depoimentos do que servidores, que se dedicam às compras públicas, sentiram ao entrar nesse setor intenso e não sinta-se mais um peixe fora d'água:

Cairo Antonio Correa Junior é gestor de contratos e está há 14 anos trabalhando na área de compras públicas no Ministério do Planejamento. Ele conta que muitos servidores fogem dessa atividade e que, ele mesmo, foi levado a esse setor por uma questão salarial.

“Ofereceram-me uma função que era bastante vantajosa à época, função essa que me 'empurrou' para essa área. Mas não tenho nenhum arrependimento, foram anos de muito aprendizado, convivi com pessoas que me transmitiram muitos conhecimentos”, lembra.

Ricardo Silva Rodrigues de Oliveira está há três anos na área de compras e sente-se muito orgulhoso.

“Senti uma enorme satisfação pelo reconhecimento de um trabalho desenvolvido e pela confiança em mim depositada. Pela importância da função e suas responsabilidades, acredito ser normal um aumento da ansiedade por resultados, porém sem medo ou receio. O meu medo e receio é, na verdade, o de permanecer na inércia e não propor melhorias de fluxos e procedimentos correlatos ao meu trabalho, mesmo que não atinjam os resultados esperados”, conta Oliveira.

Lúcio Roberto de Oliveira está há menos de seis meses dentro da área de compras públicas do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia e está motivado. “Senti um prazer sem fim, pois sou movido a desafios, e gosto muito da área de negociação. Ser pregoeiro é ser um negociador também. O medo é natural de todos, mas é um combustível para me conduzir aos grandes desafios da vida”, afirma.

Adinan Novais de Paula, pregoeiro e coordenador administrativo do Município de Água Doce do Norte (ES), já está nessa área há 24 anos. Ele conta que, no início, sentiu-se muito inseguro. “Senti muito medo, receio e insegurança devido à visão que as pessoas possuem dessa área”, lembra.

Maisa Viana Ribeiro, pregoeira há nove anos na Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação do Estado de Sergipe, conta que, quando assumiu a função, não estava preparada para tal responsabilidade.

“Senti tanto medo, quanto receio, porque é uma função, assim como tantas outras, que nos exige muita ética, compromisso com o correto, dedicação profissional, pensamento lógico e, naquele momento, eu não estava preparada nem capacitada para exercer a função com tranqüilidade”, avalia Maisa.