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O Divã

Super Pregoeiro

Saiba como suportar o estresse!

02/08/2017
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Por Aline de Oliveira

Ser pregoeiro é exercer uma função ainda mistificada, até mesmo dentro da Administração Pública. É uma atividade que exige habilidades importantes como conhecimento juridíco e técnico, agilidade, bom senso, confiança, coerência, e poder de negociação. Também exige grande responsabilidade e comprometimento, e, por essas e outras, gera uma grande carga de estresse.

A ex-pregoeira e supervisora de licitações ​Lorena Diegues Silva Cordeiro Gil Ferreira, que é pedagoga pós-graduada em Administração Pública​ da Divisão de Compras e hoje é gerente de Educação Corporativa e Aprendizagem Organizacional (UCEE) na Embasa, depois de 12 anos na área de licitações e aquisições públicas agora está atuando com treinamentos corporativos. Ela conta que tudo que queria, quando pregoeira, era poder dormir uma noite tranquila.

“Tudo o que o pregoeiro quer é poder recostar a cabeça no travesseiro com a sensação de dever cumprido ao invés de dormir pensando nos pregões e acordar pensando neles também”, lembra.

 Quantos de nós não passamos por essas questões ao chegar em casa?

“Depois de um longo e turbulento dia no trabalho, envoltos em inúmeras licitações, em papéis infindáveis, em questionamentos diversos, tomando decisões sobre preços, sobre mercado, sobre prazos, em um amontoado de informações que precisam fazer sentido e precisam refletir a realidade das compras públicas. É a negociação que precisa avançar. É o documento de habilitação que precisa chegar. É a licitação que precisa acontecer 'pra ontem'”, descreve.

Lorena conta que, para ela, às vezes as pessoas olham o pregoeiro e imaginam que em suas camisas há um grande e estampado "S", de super heróis, e que os pregoeiros podem salvar a todos (e ao mesmo tempo).

“O pregoeiro adora quebrar recordes. Vibram ao homologar uma licitação em poucos dias, ou ao fazer uma grande negociação com vasta economia de recursos. Amava quando recebia aquele processo "redondinho", devidamente autorizado, com todos os orçamentos prévios e justificativas. O que é regra na licitação, para os pregoeiros, é dádiva. É a percepção que a empresa anda bem e que todos os seus setores estão caminhando juntos e de mãos dadas. Quando isso não ocorre, é sinal de que há problemas e que o planejamento está frágil em algum lugar da empresa”, conta Lorena.

Segundo ela, a vida de pregoeiro é corrida mesmo.

“Às vezes chega a ser inacreditável, daquelas histórias que a gente de vez em quando conta para os nossos filhos e que só eles acreditam. Pois é, os pregoeiros são mágicos. Minha dica, para esses profissionais, é ter a certeza do que está fazendo. Manter a humildade para questionar quando for necessário, diligenciar quando for preciso e corrigir quando estiver errado. Muitos pregoeiros acreditam que corrigir um erro é se expor. Muito pelo contrário: corrigir um erro é um dever e é recompensador, porque terá sido feita justiça, respeitando todos aqueles que conduziram e participaram de uma aquisição pública e que precisarão prestar contas para a sociedade. Agindo assim, o dia torna-se leve e, ao chegar em casa, poderemos curtir a família tranquilos e dormir um sono prazeroso e regenerador”, garante.

Como evitar o estresse?

Como vimos, os pregoeiros estão sempre cheios de preocupações, com a agenda cheia de certames e preparados para muita negociação.

Mas, então, como evitar o estresse? A Dr.ª Keti Stylianos Patsis, especialista em medicina do trabalho, reumatologia, perícias médicas e responsável pela Comissão Permanente de Licitação do CRM-PR, conta que o estresse é a reação do organismo frente a um desafio que lhe parece maior do que sua capacidade de resolvê-lo.

“Algumas pessoas vão lidar com o estresse mobilizando energia para vencê-lo. Outras não reagem, paralisam diante dele e nada fazem para neutralizá-lo. Há ainda os que gastam suas energias buscando alguém a quem culpar, sem notar que isto é inútil”, afirma.

Segundo ela, é importante notar que cada pessoa tem um limiar de tolerância e, por isso, cada pessoa tem um limiar para se estressar.

“Ambientes adoecedores ou estressantes são aqueles em que as pessoas se hostilizam mutuamente e trabalhos estressantes são aqueles que as pessoas não veem sentido no que fazem ou não gostam de realizar. Cada pessoa tem um perfil. Alguns gostam de desafios e se sentem motivados a enfrentá-los, enquanto outros se sentem mal – ou mesmo humilhadas – se colocadas frente a um grande desafio. Por isso é tão importante que se busque o auto-conhecimento, imprescindível para se tornar capaz de respeitar seus limites”, explica.

Quando uma pessoa está estressada, ela tem uma sensação de mal-estar, frustração e ansiedade. “Mas esses mesmos sintomas podem ser positivos, pois podem levar à mobilização do indivíduo em busca de mudanças passíveis de proporcionar-lhe mais satisfação”, afirma Dra. Kéti.

Em primeiro lugar, ela recomenda romper com a rotina de lamentações.

“Quem apenas reclama, e não faz nada para mudar, não irá a lugar algum, pois nossas lamúrias acabam piorando nosso humor, o que agrava a situação. Olhar o lado positivo - que certamente existe em tudo - pode tornar as coisas mais fáceis. Se o lado positivo for muito menor que o negativo, em determinado ambiente de trabalho, então é hora de se planejar e se capacitar para buscar um trabalho melhor. No entanto, em muitos casos, a própria mudança de atitude do indivíduo pode modificar as condições e o ambiente de trabalho, sem que ele tenha que mudar de emprego, de empresa ou de profissão”, incentiva.

E caso você sinta que ainda precisa de ajuda para lidar com o estresse no âmbito profissional, médicos do trabalho, orientadores profissionais e psicólogos podem ajudar. “No entanto, familiares e amigos que ajudem o indivíduo a pensar e o estimulem a agir como protagonista da sua vida e de suas escolhas, podem ser muito valiosos em qualquer situação”, conclui a Dra. Kéti.

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